Pátrias, corações e fronteiras

Vai hoje mais um poema do companheiro Mauro Iasi:

Fronteiras

Os corações
(assim como as pátrias)
não deviam ter fronteiras.

Queria explodi-los
em suspiros, gozo e anátemas
para que de tantos pedços
brotassem outras centenas.

Os corações
(assim como as pátrias)
não deviam ter fronteiras…

mas têm.

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Mais uma tentativa de voltar

Dessa vez, não tenho um poema meu.

Mas resolvi que preciso voltar a escrever poemas, e para tal, preciso voltar a publicá-los.

Deixo aqui uma pequena frase que vi num poste na Av. Paulista. Não concordo plenamente, mas acho que é bem válida…

“Se Picasso pixasse, pixação seria arte?”

PoP uP, pop arte?

Esses dias, fui ver a exposição “Andy Warhol, Mr. America”, aqui em São Paulo, na Estação Pinacoteca. Uma feliz surpresa… Na verdade, umas felizes surpresas…

Primeiro, era dia do museu, daí não paguei a entrada… Depois, que a Pop Art do Andy Warhol, apesar de nacionalista e estadunidense, é uma crítica social, mesmo que sem querer… algo contraditório ao que ele mesmo diz, mas, no final, ele é contraditório o tempo todo…

Por fim, uma frase dele que eu achei óbvia e genial… na contradição típica do próprio Warhol:

“…quando você vê uma imagem repetidas vezes, ela perde a força”

Se alguém quiser mais informações, gostei desse blog que eu achei por aí… Andy Warhol para além da Sopa Campbell’s