After Brodway

É, lá vamos nós de novo… reapresentação do espetáculo After Brodway – Amores de uma noite, da Orquestra Filarmonica Melhoramentos de Caieiras com o grupo de artes circenses esTRUPEados (do qual eu faço parte).

Dia 8/5, em Caieiras, entrada gratuita!

Por isso, se eu diminuir o ritmo aqui, é porque posso ter que dedicar bastante tempo com isso… por outro lado, o blog da trupe está re-atualizado…

É isso… atualmente absorto em ensaios, treinos, aplausos, luzes e borboletas gástricas… por enquanto, fica só um curta…

Aplausos (ou ensaios)

Céu em cores, em lona, paixão ardente

Girando, claves

Corpos, no ar

Luzes, palhaço, ar envolvente

Risos, gota a gota, a me inundar…

(13/6/2008, parafraseando Manuel Bandeira)

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O lado ruim do inverno…

Hoje, estou gripado, num dia frio… e é nessa situação, que esse poema mais me incomoda… se eu, na minha casa, com cobertor, janela, teto, forro do teto, chuveiro eletrico, passo frio… imagina um bicho homem como o citado abaixo… ou um que mora num barraco, de madeira fina e mal vedada… O inverno é a estação onde se lembra a vantagem de ser rico… é a estação onde o trabalhador sofre, com o frio, com a gripe, com as doenças de seus filhos… e não podem descansar, parar, jamais…

Fica então um poema doido, incomodo… não gosto de lê-lo, pois não consigo esquecer a imagem que me vem à mente… mas é necessário espalhar essa imagem pra mais pessoas….

O Bicho

Manoel Bandeira

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.