Ah, poeta!!

Por tanto tempo deixei esse blog de lado, por tanto tempo deixei mesmo o hobby de groselhar poesias de lado, que até me esqueci como faz… me sinto como começando de novo… não é nada boa a sensação!

Aqui, uma das últimas poesias que tinha escrito antes de hoje…

 

Sem título

Ah, poeta!
Pára de usar a poesia

O papel não é teu amigo de bar
pra jogares nele tuas reclamações
sempre iguais

Mesmo que verdadeiras
sempre as mesmas

A poesia não é tua pra isso
As letras não são tão egoístas
o problema
não é só teu…

Por isso
poeta
põe de lado os problemas
põe pro alto
a poesia

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Preview…

Essa semana foi interessante… tentando voltar ao ritmo de aula… mas com as matriculas de hoje, ainda não voltei…

Mas mais que isso… tentando voltar ao ritmo de militância de outros momentos… não fácil… obviamente não fácil, mas tá bom… como disse uma pessoa, “pra militar, precisamos de paixão”. Talvez, em outros momentos, me faltou um pouco, mas agora, estou muito feliz nesse momento… será muito difícil, mas vai valer a pena…

No mais, o preview é de um poema que deve ser publicado em um jornal da universidade em pouco tempo… tomara que gostem… aliás, a semelhança com um poema do Mauro Iasi, é efetivamente mera semelhança… depois li e percebi a proximidade de um pedaço… ainda que seja um poema dele que eu goste bastante…

Coisa triste

Ricardo Costa – “Xis”

Triste…
Estou triste
meu coração,
apertado
por um mundo de coisas
e quanto mais eu entendo o mundo
mais, ainda mais
ele me aperta
sufoca
comprime
Estou triste
mas não por mim
não só por mim
triste pelos meus
por quem faz tudo
todo o mundo
e esse, como está
só faz em coisas
todos, tudo

Estou triste
porque o mundo está forte
e com força faz de tudo
pra ficar como está
a inércia tenta se impor
sobre o movimento
a luta

Estou triste
tão triste
que me faço feliz
porque sei
que sou humano
porque coisas
ah, as coisas
não ficam tristes

Um semáforo, um elogio…

Esse blog, alem de mostrar um pouco do que gosto, também nasceu com a idéia de eu publicar alguns dos poucos poemas que eu escrevi… Mas estava com um misto de vergonha e preguiça de publicar… E sem internet há uns dias…

Dai, um amigo que não vejo há muito, me deixou um elogio a um poema… e uma sugestão… fazer um blog e publicá-lo… mal sabia ele que eu já tinha um blog… então resolvi publicar aqui o tal poema…

Comentem… não precisam ser elogios… críticas sempre são bem vindas… (ainda que eu prefira elogios…)

Xis

———

Semáforo

Ricardo Costa “Xis”

No farol, no trânsito
na capital do país
houve uma flor
feia flor fétida fértil
perdida

Ontem vi no farol
uma infinidade de flores oferecidas a mim
cheirosas charmosas
coloridas caras
caras…
É possível comprar a flor?

Essa é oferecida por um menino
de curta vida mal vivida

Não compro a flor
não quero
não essa
quero aquela feia
do homem sentado na capital do país
e pra isso todo dia
rego cuido rezo
a um anjo daqueles tortos

e quando tal feiúra
formosa flor

Flores não vão mais
serem vendidas no farol
e meninos não vão mais
(des)viver em faróis