Há tanto tempo…

Novamente, depois de muito tempo sem postar, coloco algo novo aqui.

A primeira de uma série de poesias em homenagem ao GTM, à peça que fizemos ano passado e, especialmente, a todas e todos os lutadores que sofreram tanto para que eu consiga colocar isso aqui na internet sem medo de virem à noite me fazer uma visita bastante inconveniente…

Viver e resistir

I

Estou sozinho,
e todos os meus camaradas
estão comigo.

Constroe minha loucura
conversam comigo
me dão forças pra negar
negar o meu corpo.

A cada não, um abraço
um aperto de mão
no meu pescoço
no botão do choque
um aperto do no no meu pé
do pé, no meu saco.

E é a minha esquizofrenia construída que me mantém
morrendo por fora
e vivendo lá fora.

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Ah, poeta!!

Por tanto tempo deixei esse blog de lado, por tanto tempo deixei mesmo o hobby de groselhar poesias de lado, que até me esqueci como faz… me sinto como começando de novo… não é nada boa a sensação!

Aqui, uma das últimas poesias que tinha escrito antes de hoje…

 

Sem título

Ah, poeta!
Pára de usar a poesia

O papel não é teu amigo de bar
pra jogares nele tuas reclamações
sempre iguais

Mesmo que verdadeiras
sempre as mesmas

A poesia não é tua pra isso
As letras não são tão egoístas
o problema
não é só teu…

Por isso
poeta
põe de lado os problemas
põe pro alto
a poesia

Mundando…

Bom, depois de penar por um tempo, aí está a nova cara do blog… Gostou? Não? Opine… porque conclui que venho aqui de férias em férias, então tenho 6 meses pra pensar sobre a estética e a funcionalidade do blog…

A idéia é mais do que mudar a estética, mas mudar o blog mesmo… quero que seja mais um lugar de divulgacão do que eu escrevo e menos de outras coisas… não vou tirar nada, inclusive porque tem posts muito importantes por aí… mas vou dar importância pro que eu escrevo… primeiro, criando a página Meus Riscos, depois, postando mais poesias… tenho muitas ainda guardadas… e no meu caderno, só eu as leio…

Por fim, fica aí uma, num dia em que me faltou papel…

Papel

Quanto custa

ao poeta

uma folha de papel

quando lhe

vem a idéia?

Custa quanto

a idéia

um poeta

um lápis

e uma folha?

Custa quanto

ao mundo

mais uma vida

de um poeta

de um ser humano?

9/7 – por onde a caneta me leva…

Preview…

Essa semana foi interessante… tentando voltar ao ritmo de aula… mas com as matriculas de hoje, ainda não voltei…

Mas mais que isso… tentando voltar ao ritmo de militância de outros momentos… não fácil… obviamente não fácil, mas tá bom… como disse uma pessoa, “pra militar, precisamos de paixão”. Talvez, em outros momentos, me faltou um pouco, mas agora, estou muito feliz nesse momento… será muito difícil, mas vai valer a pena…

No mais, o preview é de um poema que deve ser publicado em um jornal da universidade em pouco tempo… tomara que gostem… aliás, a semelhança com um poema do Mauro Iasi, é efetivamente mera semelhança… depois li e percebi a proximidade de um pedaço… ainda que seja um poema dele que eu goste bastante…

Coisa triste

Ricardo Costa – “Xis”

Triste…
Estou triste
meu coração,
apertado
por um mundo de coisas
e quanto mais eu entendo o mundo
mais, ainda mais
ele me aperta
sufoca
comprime
Estou triste
mas não por mim
não só por mim
triste pelos meus
por quem faz tudo
todo o mundo
e esse, como está
só faz em coisas
todos, tudo

Estou triste
porque o mundo está forte
e com força faz de tudo
pra ficar como está
a inércia tenta se impor
sobre o movimento
a luta

Estou triste
tão triste
que me faço feliz
porque sei
que sou humano
porque coisas
ah, as coisas
não ficam tristes